
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressaram seus posicionamentos sobre a Operação Contenção realizada nesta terça-feira (28) no Rio de Janeiro, que resultou em pelo menos 64 mortes.
O governo estadual informou que a operação mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares nos complexos do Alemão e da Penha, visando capturar líderes criminosos e conter a expansão do Comando Vermelho.
Alcolumbre, também presidente do Congresso Nacional, afirmou que a instituição monitora com atenção e preocupação “os graves acontecimentos registrados”.
"O Congresso Nacional seguirá atento ao desenrolar da crise e coloca-se à disposição para contribuir, de forma responsável e democrática, com soluções legislativas que fortaleçam a segurança pública, o combate ao crime organizado e a proteção da vida dos brasileiros", declarou Alcolumbre em nota.
Ele destacou que o Senado aprovou nesta terça-feira (28) o Projeto de Lei (PL) 226/24, que estabelece um marco legal para o combate à criminalidade, reforçando a proteção a agentes públicos e à população civil. O projeto segue para sanção presidencial.
"A Presidência do Senado Federal manifesta apoio às ações das forças de segurança no combate à criminalidade, às facções e ao crime organizado, reafirmando a necessidade de um esforço coletivo e conjunto de todos os atores do Estado brasileiro para proteger os cidadãos da violência que assola o país", acrescentou Alcolumbre.
A operação de segurança foi a mais mortal em 15 anos, superando a operação no Jacarezinho de 2021, que foi considerada uma chacina e deixou 28 mortos.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, em uma rede social, afirmou que acompanha de perto a operação contra o crime organizado no Rio de Janeiro.
“Reafirmamos nosso compromisso com os projetos de segurança pública e de combate à violência — uma das maiores preocupações da população brasileira. Sob minha presidência, a Câmara aprovou quase 30 matérias na área, a exemplo do aumento da repressão contra organizações criminosas, criminalização do domínio de cidades e proteção dos agentes públicos envolvidos no combate ao crime organizado. Continuaremos focados em avançar nestas pautas”, declarou Motta.
Motta afirmou ainda que avalia a votação de projetos de segurança pública contra facções criminosas e planeja incluir essas propostas na pauta da Câmara.
Conforme o governo do estado, a operação foi desencadeada após mais de um ano de investigação e 60 dias de planejamento. Estão sendo cumpridos centenas de mandados de prisão e busca e apreensão expedidos pela Justiça com base em inquéritos da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
Até o momento, há o registro de 81 pessoas presas, 75 fuzis apreendidos e uma grande quantidade de drogas ainda em contabilização.
A cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio 2 de atenção, indicando risco de alto impacto.
De acordo com o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura, vias próximas aos complexos do Alemão, Penha, Chapadão, São Francisco Xavier, na zona norte; Freguesia, em Jacarepaguá; e Taquara, na zona sudoeste, estão com interdições temporárias devido a ocorrências policiais. Mais de 100 linhas tiveram seus itinerários alterados.