
As vítimas fatais representam aproximadamente um quinto de todas as mortes resultantes de operações policiais em 2025, que somam 353. Segundo dados do Instituto Fogo Cruzado, 11 civis e oito policiais ficaram feridos, com três civis atingidos por balas perdidas.
O governo do estado afirma que o Rio de Janeiro está vivenciando a maior operação de segurança em 15 anos. No total, 2,5 mil policiais civis e militares foram mobilizados para atuar nos complexos do Alemão e da Penha, com o objetivo de prender líderes criminosos e conter a expansão territorial do Comando Vermelho.
A operação, que gerou temor na população, interrompeu serviços, resultando no fechamento de escolas e vias, foi alvo de críticas. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) manifestou, em nota, que acompanha "com extrema preocupação a escalada de violência provocada pela megaoperação".
Segundo a comissão, será encaminhado ofício ao Ministério Público e às polícias Civil e Militar solicitando esclarecimentos sobre as condições da operação, "que transformou novamente as favelas do Rio em cenário de guerra e barbárie".