Overclean: nova fase contra corrupção e lavagem de dinheiro

A operação visa desarticular esquema que manipulava licitações públicas no país.

31/10/2025 às 15:14
Por: Redação

Uma nova etapa da Operação Overclean foi iniciada pela Polícia Federal (PF), Controladoria-Geral da União (CGU) e Receita Federal (RF). Esta oitava fase busca desmantelar uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, desvio de dinheiro público, corrupção e lavagem de dinheiro.

Foram executados cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Brasília, São Paulo, Palmas e Gurupi (TO), conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF também informou que será investigado o sequestro de valores obtidos ilegalmente pelos suspeitos, que poderão ser processados por crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Primeiras fases da Overclean

A operação teve início no dia 10 de dezembro de 2024, investigando o uso indevido de recursos de emendas parlamentares e convênios para beneficiar empresas e pessoas ligadas a prefeituras na Bahia.

Na ocasião, a PF revelou que policiais colaboravam com o esquema fornecendo informações confidenciais à organização criminosa, incluindo a identificação de agentes federais envolvidos nas investigações.

A operação, ainda no começo das investigações em dezembro de 2024, contou com o suporte da Agência Americana de Investigações de Segurança Interna (Homeland Security Investigations) para apurar desvios de recursos públicos de emendas parlamentares e convênios.

Foram levantadas suspeitas de superfaturamento em obras e desvio de verbas para "empresas e pessoas ligadas a administrações municipais", que movimentaram cerca de 1,4 bilhões de reais.

Na época, a PF informou que o “esquema ilícito teria atingido diretamente o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), principalmente na Coordenadoria Estadual da Bahia (CEST- BA), além de outros órgãos públicos”.

Por decisão judicial, oito funcionários públicos foram afastados de seus cargos.

Fases mais recentes

Em junho de 2025, na quarta etapa da operação, dois prefeitos da Bahia, Humberto Raimundo Rodrigues de Oliveira de Ibipitanga e Alan Machado de Boquira, foram afastados por suspeita de desvio de emendas parlamentares.

Já em julho de 2025, durante a quinta fase, constatou-se que o grupo investigado teria manipulado licitações e desviado recursos públicos de emendas destinadas a Campo Formoso, na Bahia.

A investigação também identificou tentativas de obstrução das investigações. O STF determinou, assim, o bloqueio de 85,7 milhões de reais de contas de pessoas físicas e jurídicas suspeitas.

A sétima fase, iniciada em 16 de outubro, resultou na suspensão de um agente público de seu cargo, suspeito de envolvimento no esquema.

Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca em Riacho de Santana e Wenceslau Guimarães, na Bahia, e Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro.

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