Protestos Públicos Reclamam Justiça no Rio de Janeiro

Movimento negro e aliados exigem investigação independente após operação letal da polícia

01/11/2025 às 01:22
Por: Redação
**Protestos nacionais demandam investigação independente de operação policial no Rio** *Movimento negro lidera atos em várias cidades após a operação que resultou em 121 mortes, a mais letal do país.* Em resposta à "Operação Contenção", considerada a mais mortífera do Brasil ao resultar em 121 mortes, manifestantes tomaram as ruas de diversas cidades nesta sexta-feira, 31 de outubro. No Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Maranhão, protestos demandaram uma investigação independente sobre a ação policial. No Rio, mesmo sob chuva, milhares se reuniram na Vila Cruzeiro, parte do Complexo da Penha, em uma caminhada que incluiu moradores das comunidades da Penha e do Alemão. O evento contou com a presença marcante de mães de jovens vítimas de ações policiais anteriores. Na capital paulista, a manifestação se concentrou na Avenida Paulista, onde o movimento negro solicitou a federalização das investigações e exigiu a responsabilização do governador Cláudio Castro e dos policiais militares envolvidos. Douglas Belchior, representante da Coalizão Negra por Direitos, destacou a necessidade de políticas de acolhimento e reparação para as famílias afetadas pela violência. "Por reparação aos moradores por danos morais e psicológicos dessa política genocida do Estado brasileiro", afirmou. Entidades como o Movimento Negro Unificado (MNU) e a Marcha das Mulheres Negras participaram do ato. Zezé Menezes, uma das fundadoras da Marcha das Mulheres Negras, criticou a violência como uma guerra não declarada: "Mataram em um dia mais do que em Gaza. Lá é declarada a guerra, aqui não, mas ela existe, sempre existiu." Em São Luís, Maranhão, as manifestações tomaram a Praça Deodoro. Alex Silva, estudante de 18 anos, qualificou a operação como política de segregação, criticando o governador por considerar a operação um sucesso. Claudicéia Durans, do movimento Quilombo Classe e Raça, reforçou: "Não pode ser normal uma situação dessa em que o Estado não entra com nenhuma política pública." A capital federal foi palco de manifestações próximas à Esplanada dos Ministérios, onde participantes pediram uma investigação independente. O Conselho Nacional de Direitos Humanos, através de Maria das Neves, condenou a ação como um atentado violento contra a população negra e de favelas. O Conselho solicitou ao STF informações do governador Claudio Castro sobre a operação e requisitou à ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, uma perícia independente. A repercussão internacional também foi citada nas manifestações, após a ONU pedir uma investigação independente sobre a operação, aumentando a pressão sobre as autoridades brasileiras. *Colaborou Antônio Trindade, da TV Brasil em Brasília.*

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